Vida Ciclica
Fharat Chiara


Devia ser umas quatro horas. Liguei o chuveiro e tirei minha roupa bem devagar para que a água tivesse tempo de esquentar. Entrei de uma só vez e vi a tinta preta dos meus cabelos escorrendo pelo corpo. O mundo é mesmo uma merda pensei... Eu não queria tomar banho, só ficar ali. Sentei no chão e a água começou a bater absurdamente quente nos meus joelhos, deixando-os vermelhos. Masoquista. Como as músicas que eu ouvia para ficar mais triste. Como roer as unhas até sair sangue. Unhas. Gosto delas carmim como estão agora, porque pareço mais puta, logo mais despudorada, confiante, moderna e feliz. As putas devem ser felizes. Desesperada. Procurei algum resquício de ilusão. Gosto de me iludir, de sentir-me falsamente protegida por alguém que pouco se importa com a minha existência. Existência. Se eu tivesse uma banheira, cortaria meus pulsos e morreria afogada na água vermelha, como naquele filme. Então comecei a rir sem controle, porque na película (filmes ficam mais bonitos se chamados de películas) a menina suicidava-se ao som de alguma coisa da Mariah Carey. Ou seria Whitney Huston? Estúpido, Not for her. Eu quero morrer com estilo. Trilha sonora para minha morte poética? Nana Caymmi. Então pensei nas manchetes dos jornais baratos: Mulher desiludida corta os pulsos em uma banheira ouvindo Nana Caymmi. Precisava de um papel para escrever um bilhete para alguém. E não podia ser um bilhete qualquer, mas sim, um como aquele do Almodóvar: 'espero que nunca me entenda, porque se me compreenderes, estarás tão desesperado quanto eu'. Alguma coisa assim, não me lembro direito. E tem aquela frase tão batida, Ne me quitte pas e outras frases bonitas e tão batidas. Meus joelhos estavam ardendo. Desliguei o chuveiro e sai. Não tenho uma banheira.


No Ipod:



Falta-me



Palavras,
Sorrisos,
Vontade,
Alma.

Seus olhos,
Seu cheiro,
Seu boca,
Seu Corpo.

Falta-me...





De repente ela se depara com escritos da pessoa que nos últimos meses a fez feliz, a pessoa que mostrou de maneira despretensiosa que ela é capaz de amar e de deixar ser amada. Ele descreve bem o amor, a paixão suas vontades e anseios.

Ela o imagina lendo cada palavra olhando nos seus olhos. E lendo acha que foram escritas para ela. Mas infelizmente, pelo os acontecimentos, sabe que pode ser imaginação dela. Ele não faria isso.

De repente, abaixa a cabeça, mexe nos cabelos e diz baixinho: "Larga de ser pretenciosa!". E continua: "Por que ele escreve assim e se acovarda quando está diante da situação escrita? Por que ele tem medo?"

Aproveita e responde para si: "Ele já te respondeu! Infelizmente, assume que é covarte e tolo. Você não pode fazer nada, as cartas foram lançadas, ele não a quer."

Mas sonhadora que é, tenta voltar a realidade, mas fecha os olhos e sonha...

No Ipod: Vou Adiante - Luiza Possi


Então, Peide!





Personagens: Doida Varrida (DV), Doida Peidona (DP) e Doida Conselheira (DC).

Aniversário da Doida Varrida, numa choperia que só tocava música "sertanojo", sentadas numa mesa, olhando os garanhões do local, fofocando, bebendo, fumando e divertindo horrores da cara dos peões... hahahahahaha...
Passando o tempo, mais bebidas, mais cigarros, mais tudo. De repente...
- Doida Conselheira, tô com vontade de peidar! - A Doida Peidona disse.
Doida Conselheira, primeiramente, se assustou com tal confissão, mas como boa amiga, conselheira e nem um pouco sacana, falou:
- Pqp, eu podia dormir sem saber dos seus desejos mais intimos, mas já que você falou, fazer o que né? Quer um conselho?
A Doida Peidona mais que desesperadamente:
- Você é minha amiga ou não é? Fala logo porra!
- Tem certeza que você quer o conselho?
- Claro que tenho canhanha, fala logo!
- PEIDE!
E a Doida Peidona não aguentou e começou a rir... Mas o papo não acabou aí. Lá veio ela com outra:
- Putsss!!!! Tenho medo de feder! O que eu faço....
O garçom que nesse momento estava atendendo a mesa ao lado e foi a vítima da Doida Conselheira:
-Peide, se alguém reclamar e falar com você, coloca a culpa no Garçom!

Se ela peidou, não se sabe, a Doida Conselheira não viveu para contar essa história e a Peãozada se acabando de dança.




No Ipod: Uma Arlinda Mulher - Mamonas Assassinas


Deixa


Deixa eu correr o risco
de me apaixonar
e te ter pela força
da imaginação.
Sentir o teu toque, beijar o teu beijo
Sem dor ou desilusão.
Uma vez que seja
para a vida inteira
e percorrer teus caminhos
conquistando meu espaço
nos teus braços.
Só não pergunte
o que eu sinto.
Deixe que em meus sonhos
que eu traço o meu destino.
Não!
Não pergunte outra vez
o que sinto.
Deixa eu correr o teu risco
Deixa eu sofrer se preciso
... mas deixa eu acordar do teu lado
um dia qualquer
e o tempo poderá dizer
os sentimentos que acalentei.


Por Ana Marques, grande amiga, grande taróloga, irmã.

Eu queria poder olhar nos seus olhos e dizer tudo aquilo que eu sinto, abrir meu coração e desejo que faça o mesmo, seja sincero, não me faça promessas, não me faça sofrer mais. Não sei mais o que pensar, não sei mais o que querer e estou com medo, com medo de que sofrer me faça desistir, porque doi, simplesmente doi. Essa hora pode chegar a qualquer momento e eu não terei mais forças de lutar contra ela. Perca o juízo por mim e comigo, se realmente for verdadeiro o que sempre disse. Mas não me deixe em dúvidas.

No Ipod: Escuta - Ana Carolina e Luiza Possi




Véspera de um feriado qualquer, levanto, cantando:
- Hoje é sexta! Dia de beber... Vou dormir até tarde, levantar meio-dia amanhã!
- Comeu alguma coisa estragada ontem? Ou já amanheceu bêbada?? Hoje é quinta, ta passando mal é??? E amanhã é feriado! – a minha mãe como sempre, tentando estragar o prazer.
- Não comi cocô de cachorro doido de colherzinha e só tomei dois copos de cerveja com o Xande ontem a noite e hoje é sexta-feira e ponto!
- Como é sexta-feira? Hoje é quinta!
- Eu sei que hoje é quinta, só que para mim, é sexta! Pro pessoal do GDF e do Judiciário ontem foi sexta-feira e para mim, hoje é sexta.
- Ai, meu Deus!! Juro que minha filha ficou louca – ela me olhava com cara de quem queria me mandar para o AGAPAPE.
- Mãe, hoje é sexta-feira para quem não trabalha nos sábados!
- E eu não vou trabalhar sábado, porque vou para a casa da sua avô em Caldas Novas e pra mim hoje é quinta-feira! Então me dê uma explicação plausível para isso! Vamos?
- Escuta, se eu trabalho só até sexta-feira, nas semanas normais. E eu não trabalho aos sábados, a semana termina para mim, nas sextas-feiras, certo?
- Certo! – ela respondeu, sem muita certeza.
- E se eu não vou trabalhar amanhã, logo para mim, hoje é sexta-feira!!!
- Bemnhêêêêêêêê!!! – Lá estava ela chamando o meu pai!
- Que é?? – respondeu o meu pai.
- Tua filha cheirou alguma coisa, só pode, ela ta dizendo que hoje é sexta, sendo que é quinta-feira!
Meu pai se intrometeu no meio da conversa!
- Você, tá doidona, Nika, tá com algum problema??? – Ele já com aquele tom de voz de quem estava ficando puto de raiva!
- Ai meu saquinho verde com bolinhas cor de rosa, lógico que hoje é sexta-feira... Pensa bem! Nas semanas normais, eu trabalho até que dia? – Eu perguntei para ele.
- Até sexta-feira!
- Sim, logo, se nesta sexta-feira é feriado, hoje é que dia?
- Quinta-feira!
- Não... Presta atenção... Você vai trabalhar amanhã??
- Não...
- Você só trabalha até sexta-feira, não é?
- É!
- Então, hoje se fosse uma semana normal, seria que dia?
- Seria sexta-feira!
- Então porque é que hoje não pode ser sexta-feira? Sendo que eu só trabalho, nas semanas normais, até sexta-feira?? Minha semana, não teve a quarta-feira, eu passei batido por ela, e então, segunda, foi segunda, terça, foi terça, quarta, foi quinta e quinta é sexta-feira, porque eu não vou trabalhar amanhã!
- É tem lógica, mas e o sábado e o domingo, então você vai ter dois domingos??
- Não, vou ter dois sábados, é melhor do que ter dois domingos... Eu não gosto de domingo, principalmente quando termina o Fantástico!
A minha mãe estava olhando para nós dois como se a gente tivesse fumando a grama artificial do campo de futebol e tivesse viajando na maionese! Meu pai me olhou com aquela cara clássica de dúvida e minha mãe com cara de quem não tinha gostado da conversa! Descemos o elevador mudos e saímos dele calados, acho que eu coloquei os miolos deles para funcionar logo cedo!



Isso é verídico, aconteceu comigo num feriado qualquer a anos atrás, não sou louca, não sou maluca e muito menos anormal, sou simplesmente feliz... Tudo bem que acho que só é Amanhã depois que eu durmo e Boa Tarde depois que eu almoço!

No Ipod: A Deusa da Loucura - Oswaldo Montenegro

Ausência
Vinícius de Moraes



Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces.
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada.
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.



Cansei, li uma 'frase de agenda' que tem tudo a ver com o momento: "Faz a tua ausência para que alguém sinta a sua falta. Mas não a prolongue demais para que esse alguém não sinta que pode viver sem você.". Já não sinto a sua falta da mesma maneira, é diferente, já não sinto vontade de estar ao seu lado, porque cansei. Estou cansada e preciso mais de mim do que de você.

No Ipod: Vê se me esquece - Ana Carolina.


Eu e a Bruxa em mim
Ana Marques

(Foto: Dennie Cody)


Mora uma bruxa em mim: malvada, cruel e bela. Ela adora se olhar no espelho, é vaidosa, mas segura de si, não liga se o espelho acha outra mais bela. Branca de Neve que se dane. Bonita é ela, que não precisou morrer para ser rainha.

Mora uma bruxa em mim: intrigante, manipuladora e mágica. Ela mexe com as palavras, refaz os diálogos e inverte as situações. Se não estiver a seu favor, ela modifica. Seus feitiços enfeitiçam... até mesmo o espelho já anda chamando a Branca de Neve de mocréia...

Mora uma bruxa em mim: sorridente, misteriosa e transformadora. Não aceita nada pronto, e retruca imposições. Transforma as cabeças e cria frases indecifráveis. Decifra-me ou devoro-te? Interessante que o sorriso faz muitos desejarem ser devorados...

Mora uma bruxa em mim: iniciadora, inteligente e inesperada. Ama a chuva, a lua e as estrelas, mas detesta que vejam apenas a aparência. Incapazes de ver o interior, jamais a verão dançar nua na lua cheia... jamais a verão debruçar-se sobre a Lua Negra... jamais a verão misturar-se às estrelas... É preciso ser iniciado para vê-la, mas para entendê-la é preciso desistir... Para quê entender o que se pode simplesmente sentir?

Mora uma bruxa em mim: uma mulher, uma fada, uma menina. É independente, e livre como os ventos do leste, é quente como o vento do norte, é suave como a brisa marinha. Mas como fada voa para longe se ameaçam fechar suas flores, como criança embirra se a tentarem conter nas travessuras e como mulher, ela parte, se tentarem cercear que ela seja o que é:

Eu mesma: mulher, menina, fada, e bruxa.


Em homenagem aos bruxos e bruxas que estão comigo. Àqueles que mal fazem ideia que são. Feliz dia das Bruxas.

No Ipod: Celtic Woman - The Butterfly

...


Num belo dia cinza, ele apareceu, com aquela desculpa de que foi por engano, que a confundiu com outra pessoa. Ela permitiu, deixou que ele chegasse mais perto, pensando, uma nova amizade. Com o passar do tempo ele, bem de mansinho, fez parte do seu dia-a-dia. Veio à troca de números de telefone, as ligações não demoradas, rápidas, mas intensas, ela passou a adorar ouvir a voz dele, mesmo que fosse só para desejar que o seu restinho de tarde fosse maravilhoso. Ele sempre elogiando a sua voz e as palavras por ela proferidas.

Veio o primeiro contato visual, mesmo que virtual, foi fantástico, onde num descuido desproposital ela deixou que a alça de seu vestido caísse, logo, ele elogiou o seu colo, comparando com um poema de Vinícius de Moraes. Ela tímida, agradeceu ruborecida.


Ele sempre com galanteios e ela decidida a derrubar os muros que havia construído com o passar dos anos e decepções amorosas. Marcaram um encontro, que acabou sendo desmarcado por ele. Ela ficou triste, mas aceitou.


Continuaram as conversas, elogios mútuos e a vontade de vê-lo crescia. Queria poder tocá-lo, ver se aquele homem que ele pintava era real.


Numa das tantas conversas, ele confessou ter desmarcado os encontros por medo de estar sendo precipitado e achar que ela pensava a mesma coisa. De repente, de supetão, ele a convida, ela aceita, mas que pronta para o tão esperado momento. O coração dela parecia que pararia de bater a qualquer momento enquanto se preparava para o grande encontro. Às vezes, esquecia de respirar, até que enfim eles se encontrariam, ela iria poder olhar nos olhos dele e sentir a sinceridade que ele colocava nas suas palavras.


Chegou o momento, ela, calmamente, desce as escadas, ele a aguarda no carro. Um abraço quente, aconchegante. Ele abre a porta para ela e eles saem em disparada para um lugar calmo, programinha a dois. Chegam, eles descem. Ele prontamente a segura pela mão e vão andando pela orla. Sentam-se no lugar escolhido, com uma vista privilegiada. Trocam palavras, olhares e ele a beija. Ela fecha os olhos e vive o momento. Chega o final da noite, ele precisa ir embora, vai viajar a trabalho. No carro, na despedida, promessas...


No Ipod: Sutilmente - Samuel Rosa e Nando Reis



- Que coisa esquisita, Miss Pollyanna! A senhora fica contente com tudo o que acontece! observou a criada lembrando-se das cenas do quartinho.
A menina sorriu.
- Pois é do jogo, não sabe?
- Do jogo? Que jogo?
- O "Jogo do contente", não conhece?
- Quem é que botou isso na sua cabeça, menina?
- Papai. Papai explicou-me esse jogo, que é lindo, disse Pollyanna. Em casa brincávamos disso, desde que eu era assinzinha. Depois ensinei-o às damas da Auxiliadora e elas também brincavam de ficar alegres.
- Como é? Eu não entendo muito de jogos.
Pollyanna sorriu de novo, porém com um suspiro - e sua face sombreou-se.
- Começou com umas muletas que vieram na barrica do missionário.
- Muletas?
- Sim, muletas. Eu queria uma boneca e papai havia escrito que a mandassem, mas quando a barrica chegou, não havia boneca nenhuma dentro e sim um par de muletinhas para criança. Foi então que o jogo principiou.
- Mas não estou vendo nenhum jogo nisso, disse Nancy quase irritada.
- Oh, o jogo é encontrar em tudo qualquer coisa para ficar alegre, seja lá o que for, explicou Pollyanna com toda a seriedade. E começamos com as muletinhas.
- Eu não vejo como se possa ficar alegre de encontrar muletas em vez de bonecas. Não entendo.
A menina bateu palmas.
- Pois aí está o jogo! Eu também não via no começo e papai teve que explicar-me.
- Pois então me explique o que lhe explicou.
- Sim. Fiquei alegre justamente por que não precisava delas, gritou Pollyanna exultante. Veja como o jogo é fácil, quando se sabe!
- Que esquisitice! exclamou Nancy olhando para a menina, ressabiada.
- Esquisitice, nada! - é lindo! afirmou Pollyanna com entusiasmo. E começamos com esse jogo desde esse dia. E quanto pior é o que acontece, tanto mais engraçado fica. Às vezes é bem duro de roer, como quando papai morreu e fiquei só com as damas da Auxiliadora...
- Sim, e também quando foi jogada num quartinho do sótão, sem quadros, nem tapetes, sem nada nele, resmungou Nancy.
A menina suspirou.
- Foi duro de roer a princípio, admitiu ela, principalmente sentindo-me tão só no mundo. Eu não "joguei" naquela hora e estive lamentando a falta do que não havia. Depois comecei o jogo - e logo me lembrei como me dói ver as sardas do meu rosto ao espelho e fiquei alegre de lá não haver espelho. E vi o "quadro" da janela e tudo mais. Você sabe, quando a gente quer uma coisa e encontra outra, esquece da primeira.


(Eleanor H. Porter, em Pollyanna - tradução de Monteiro Lobato)


Vagando pela net a alguns dias atrás, achei esse texto do livro Pollyanna, acho difícil encontrar principalmente "uma moça", como eu, que não tenha o lido. E pensei, cá com meus botões, por que não passar brincando de Jogo do Contente?

A princípio se parece muito fácil, mas se é extremamente difícil. Estou tentando, a alguns dias, brincar disso, não consegui todas as vezes, depende do grau e da intensidade do problema. Todos nós deveríamos tentar jogar o jogo do contente e não ficarmos mal-humorados com as coisas mais esdrúxulas da face da terra, não digo que devemos esconder ou fingir que nada nos abala, mas sim fazer de momentos que não merecem de momentos mais felizes.

No Ipod: Aquarela - Vinicius de Moraes / Toquinho / Guido Morra / Maurizio Fabrizio