Sonhos

20
de
agosto

Sonho é uma coisa engraçada. E mais engraçado ainda é ficarmos impressionados com as coisas pelo excesso da mídia, que tem noticiado com mais ênfase o número de acidentes aéreos acontecidos, afinal de contas, o número de vôos aumentou consideravelmente com a baixa dos preços das passagens, com isso, o número de acidentes também.
Eis o sonho.
Esses dias, na calmaria do meu leito solitário, sonhei que voltava de uma pacata e pequena cidade chamada Orizona (onde minha mãe nasceu), no interior de Goiás (localização), surpreendentemente de avião, um pequeno avião, com 24 lugares mais a tripulação, o vôo começou calmo, de repente, um morro, um desvio, um grande Boing apareceu e nós caímos de ponta cabeça sobre este. Como um animal sem escrúpulos, o Boing diminuiu consideravelmente a altitude e num 360º emocionante nos lançou ao chão. Juro que via o comandante do Boing, com uma risada diabólica nos lábios, gargalhando como o vilão numa vitória sobre o mocinho da história. Detalhe, o avião que eu estava caiu no meio da avenida principal de uma pequena cidade – não consigo lembrar o nome – e tive a impressão que todas as pessoas nunca tinham visto um daqueles e muito menos sabiam o que era carro, tinha uma mocinha ferida no acidente e descobri que o hospital mais próximo era na cidade da minha mãe, quando procurei por uma ambulância ou por um carro para encaminhá-la, minha surpresa foi que todo mundo fez um cara de espanto e me achavam um ser de outro planeta. Escutei comentários que o pobre avião era uma nave extra-terrestre. Sinal de celular, o que era isso? Acho que e a cidade era algo totalmente esquecido, as pessoas eram meio das cavernas ainda. Mas consegui levar a mocinha para o hospital e todos ficaram bem.

Animais

3
de
agosto

Lembrava dele encostando-a pelos muros da cidade, tentando arrancar-lhe a roupa. Nos olhos estampado a vontade de possuí-la alí, encostada em um portão qualquer. Aguçava-lhe o desejo. Fechava os olhos e sentia, como se fosse agora, o momento em que chegaram ao local escolhido por ele. Um lugar barato, mas não era necessário luxo, o desejo faria com que o lugar se transformasse. Beijos, bocas e pele. Não houve tempo suficiente para as roupas serem tiradas, ela de vestido, teve a calcinha arrancada e rasgada. Ele, o cinto, o ziper e as calças cairam pelo chão. Ele a levantou, ela passou suas pernas por sua cintura. Mal tinham fechado a porta do quarto. Foi ali, encostados na parede, seu sexo ao encontro do dela. Gemidos, unhas vermelhas nas suas costas, selvagens, como dois animais. Gozaram, deliciando-se num inesquecível e animal beijo. Ele a carregou no colo, jogou-a na cama, veio para cima dela, como um cachorro vadio, ela como uma pintada no cio, puxando-o ao seu encontro. Mal tinham tido tempo de recuperarem o folego. E assim foi a noite, entre carícias e selvageria. Se olhavam, se excitavam, se encaixavam. Até o sol aparecer por entre as persianas.

  © DO MUITO E DO POUCO

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